O perdão e o músico católico

O perdão e o músico católico

O perdão e a sua prática são fundamentais para a vida saudável e longa de qualquer grupo cristão. Também para um ministério. Mas o que é perdoar? Por que a sua presença deve ser uma busca constante nas nossas relações?

A parábola do filho pródigo, tão conhecida de nós (Lucas 15,11 ss.), narrada por Jesus para ilustrar o amor incondicional do Pai que tudo perdoa ao filho, tem no começo do capítulo a seguinte afirmação: “Todos os publicanos e pecadores estavam se aproximando para ouvi-lo. Os fariseus e os escribas, porém, murmuravam: ‘Esse homem recebe os pecadores e come com eles!’”.

Jesus não foge dos pecadores, ao contrário, vai ao seu encontro e afirma: “Não vim para os sãos e sim para os doentes”. Ao narrar a parábola do filho que abandona o pai, gasta todos os seus bens e, arrependido, volta, reencontrando-o de braços abertos, Jesus nos convida a vivermos também a dimensão do perdão. Perdão que abre os braços para acolher aquele que ficou distante pela dor e pela mágoa. Perdão que restabelece a proximidade amorosa e a dignidade perdida. Perdão que restaura a vida, celebrando e recuperando a alegria distante.

Ser cristão é conformar-se ao Cristo. Assemelhar-se a Ele. Dispor-se a se parecer com Ele. É também assumir os seus gestos e palavras. Neste caso, viver e aprofundar sempre a prática do perdão, pois Ele mesmo disse: “Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados (Marcos 11,25).

Do livro “Quem Canta Reza Duas Vezes”, Edições Loyola – Jesuítas

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