O que vi e vivi no fórum da musica católica

O que vi e vivi no fórum da musica católica

O fórum era na Roma antiga o equivalente a ágora grega (ἀγορά; “assembleia”, “lugar de reunião”, derivada de ἀγείρω, “reunir”). Homero empregava como uma reunião geral de pessoas. A ágora parece ter sido uma parte essencial da constituição dos primeiros estados gregos.

Ágorafobia é o medo de espaços abertos. Eu pensava nisso enquanto o meu carro rolava pela estrada, engolindo asfalto, despertando meu coração. Músico católico não pode temer o descampado, o espaço aberto da evangelização. Eu estava ansioso por chegar.

O 3° Fórum da música Católica pela primeira vez aconteceu separado da Expocatólica. Nos dias 04 e 05 de maio, músicos de diversos lugares do país se reuniram em Aparecida. Em um espaço totalmente dedicado e contou com à presença de muitos dos mais importantes artistas e formadores da musica católica.

Artistas, como Adriana, Eraldo, Luís Carvalho entre outros, com tanta história dentro da música partilharam o que viram e viveram ao longo de tantos anos.

A formação dada pelo padre Zezinho, scj foi provocadora. “Musica religiosa é parte da ascese”, “que livros inspiram suas canções”, “canção pode rumar com humildade e caridade mas nunca com vaidade” foram alguns pontos levantados e que, diante da assembleia, convidavam os participantes a desalojarem-se de suas verdades cristalizadas.

Padre Joãozinho, scj também provocou os participantes citando São João Paulo II e sua carta aos artistas. E deu exemplo de novos tempos: transmitindo ao vivo pelas redes sociais ampliou o impacto do que se estava vivendo. Demonstrou claramente a preocupação com a formação dos músicos católicos apresentando um número extenso de exemplares de livros publicados sobre o assunto.

Um dos maiores diferenciais do formato deste 3º fórum da música católica foi, sem dúvida, seu formato que possibilitava a proximidade entre todos. Não haviam lugares de destaque, espaços reservados, diferenciações entre os que ali estavam. Da mesa do pão à mesa do estudo, todos estavam juntos em uma horizontalidade nas relações que, com certeza, era desejo e inspiração para um novo momento.

As oficinas também se revelaram muito inspiradoras. A variedade de temas e a pluralidade de experiências/espiritualidades enriqueceram. Vi formadores participarem de oficinas de outros numa clara manifestação de busca de crescimento e humildade. Aliás, como fui evangelizado sobre a dimensão do serviço pela equipe organizadora e da estrutura deste fórum. Ninguém valorizava problemas, todos buscavam soluções, os erros não eram nem diminuídos nem supervalorizados. E como havia alegria no rosto de todos!

O que vi naqueles dias foram fagulhas de esperança. Esperança de tempos melhores, de cristãos mais bem preparados, ministros mais conscientes dos seus passos e da iminência das suas quedas caso não busquemos um equilíbrio melhor.

Meu carro voltava para casa pelo mesmo caminho. Era noite. Lá fora o breu me relembrava tudo o que havia vivido. Eu me sentia como um missionário: minha missão era o outro. Meu compromisso era com o outro. Eu voltava para casa sabendo que outros moravam em mim agora. “Somos todos um rumo ao UM”, lembrava meu coração. Foi semeado. Cultivemos.

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